As regras foram feitas para serem quebradas, a tradição para ser reinventada – e, em Se Dançar É Só Depois, Ana Lua Caiano propõe uma visão modernizada da música tradicional portuguesa. Com batidas mais contemporâneas e letras que expressam os seus dilemas pessoais, esta promessa da música portuguesa apresenta algumas das mais interessantes canções do ano.
Bjork, Zeca Afonso, Portishead ou Zé Mário Branco podem parecer nomes que vivem em universos completamente distintos, mas, no imaginário e música de Ana Lua Caiano, convivem harmoniosamente, formando as influências da música original desta jovem artista.
Quando escrevia no papel sentia que isso me limitava. Fazer uma partitura no digital permite-me ouvir todos os instrumentos ao mesmo tempo, o que é uma grande ajuda. Apesar da escrita de letras ser mais interessante manualmente, porque é um processo mais fluido, no caso de escrever música não é bem assim.
Cheguei a ver alguns, mas as memórias que tenho mais presentes são as viagens de carro com os meus pais. A maior parte da minha família é de Aveiro e, durante as deslocações, ouvíamos este discos completamente diferentes. Diria que este foi o meu primeiro contacto com a música tradicional. Reparo que existem diversos músicos a recuperar a música tradicional e a misturá-la com estilos como o rock ou a eletrónica, o que acho bastante interessante, mas, quando fiz as minhas canções, não era algo que estivesse a ouvir. Estava mais ligada às raízes deste estilo, ouvindo os artistas de música de intervenção.
Surgiu durante a quarentena, quando me deparei com estes programas de gravação de áudio. Foi uma fase onde me estava a interessar por sintetizadores e, como tinha um, decidi explorar um pouco mais. Também tinha outros instrumentos, como um bombo, e, como era o que tinha perto de mim, foi o que decidi utilizar.
Foi intencional. Quis largar-me um pouco do formato de canção, que estava bastante mais presente no primeiro EP. Continuo a gostar dessas músicas e a identificar-me com elas, mas neste novo trabalho existem músicas como a ‘Adormeço Sem Dizer Para Onde Vou’ onde não existe propriamente um refrão ou uma repetição. Quis também explorar mais as estruturas das canções.Diria que sim. Cada música pede a sua própria estrutura.
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