Entre o muito que se vai lendo sobre as razões que podem existir para dissolver ou não dissolver a Assembleia da República, destaco este sábado, no Público, um texto de António Barreto que, procurando defender que não há razões para dissolver e convocar eleições antecipadas, acaba por apresentar os argumentos que forçam o Presidente da República a pensar no assunto.
Barreto, sociólogo com experiência política e excelente capacidade de análise, reconhece que"há uma crise política, um governo com ministros incompetentes e inexperientes e onde são visíveis a descoordenação e as oscilações programáticas". E até denúncia a existência de"ministros imaturos desejosos de conspirar".
Problema: António Costa recusa percorrer qualquer um destes caminhos. Dá-se até o caso de ter escolhido o caminho da afronta política ao Presidente da República, segurando o ministro que ninguém neste país entende ter condições para continuar no governo. Seria ótimo que as desejadas [por Barreto] moções, de confiança ou de censura, tivessem o"efeito de renovar e corrigir", mas as de censura estão chumbadas à partida e acabam a fortalecer o caminho decidido pelo primeiro-ministro e as de confiança, com uma maioria de um só partido e deputados sem nenhum grau de autonomia, servem apenas para mostrar quem manda.
Há também a questão do SIS que Barreto considera"verdadeiramente demoníaca", sugerindo novamente que se resolva este problema"demitindo os membros do governo envolvidos, substituindo os responsáveis, alterando a lei orgânica e redefinindo as regras de envolvimento".
Naquilo que mais importa à vida dos portugueses, muito para lá das tricas palacianas, Barreto volta a ter inteira razão quando nos diz que"a dissolução não resolve os problemas da Justiça, do SNS, dos alunos sem aulas, das greves dos transportes públicos ou dos tribunais". Como não resolve"o custo de vida e os preços dos alimentos, as migrações clandestinas e os trabalhadores ilegais empilhados em dormitórios".
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