Elogios de quem sempre a criticou, muitas críticas ao seu sucessor e um sentido de missão falhada difícil de dissipar. Theresa May respondeu esta quarta-feira como primeira-ministra aos deputados pela última vez. O Brexit continua a ser o enorme novelo que não se desata e os deputados continuam tão reticentes como sempre estiveram em aceitar a possibilidade da saída sem qualquer ligação comercial à UE
“Os ‘sim’ para a direita, os ‘não’ para a esquerda. Ganham os ‘não’! Ganham os ‘não’!” Esta frase do speaker do parlamento John Bercow ecoou dezenas de vezes pela centenária Câmara dos Comuns durante os três anos de Theresa May à frente do governo britânico.
Até Jacob Rees-Mogg, o mais eurocético entre os eurocéticos, que foi o promotor de uma moção interna de censura a May, lhe realçou “o serviço público e a cortesia”. E até Jeremy Corbyn a elogiou pelo seu “sentido de dever público” e perguntou logo a seguir se May, mesmo na retaguarda, ia tentar dominar o seu “impulsivo sucessor”.
Da Escócia chega a primeira pergunta difícil, também porque bastante concreta, sobre o futuro de May como deputada. É de Ian Blackford, o líder dos nacionalistas escoceses em Westminster: “O SNP já apresentou uma moção em antecipação que pede que o parlamento permaneça em funções até novembro. Irá apoiar esta moção como deputada?”.
Seguiram-se perguntas de vários outros deputados sobre problemas mais próximos das áreas por onde foram eleitos, com May a prometer apenas que os organismos estatais darão resposta, sendo isto mais uma esperança do que algo que ela possa mesmo controlar fora do número 10 de Downing Street.
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