Estados Unidos: Campanha presidencial de Donald Trump à espera de um milagre
Revelam os calendários litúrgicos que o dia 3 de novembro, data das eleições presidenciais nos Estados Unidos, é dedicado a S. Martinho de Lima, nascido a 9 de dezembro de 1579, filho de um nobre cavaleiro espanhol e de uma negra do Panamá, de origem africana, mas registado como filho de pai incógnito porque o verdadeiro progenitor não o quis reconhecer por ser negro.
Ao longo da campanha de 2016 Donald Trump geriu estas capacidades motivacionais com uma mestria que há-de ser reconhecida como um case study daqui por uns anos – nomeadamente recorrendo à velha estratégia do ‘toca e foge’: lançar uma chalaça contra o adversário – no caso era uma adversária – que sirva ao mesmo tempo de uma boa linha para os noticiários das horas seguintes e possa ao mesmo tempo ser suficientemente cínica para exagerar a verdade ou...
Tudo levado com paciência – que os críticos dizem não ser abundante para os lados do presidente – e perseverança para bater certo com o calendário eleitoral. Em março passado, faltava só que o verão chegasse ao fim, nada podia correr mal. Mas correu, pelos motivos que são sobejamente conhecidos. Ora bem, taxas a zero até 2023 quer dizer que os tipos da Reserva Federal não vislumbram uma recuperação já ali para a semana que vem. Pior ainda, disseram que em pouco tempo a taxa de desemprego poderá ultrapassar os 19% e em nenhum cenário, mesmo no mais tolamente otimista, ficará abaixo dos 15%.
Nesta linha de pensamento, Trump tem sempre duas boas áreas para dar largas à língua viperina: a Ucrânia e o fantasma do assédio sexual, que persegue Biden há muitos anos e que é para todos os efeitos um ponto fraco a que, percebe-se, o republicano só regressa quando já não há mais nada a fazer.
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