Homem preso 3 anos por troca de identidade foi libertado: afinal Berhe não é um dos maiores traficantes de pessoas do mundo

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Homem preso 3 anos por troca de identidade foi libertado: afinal Berhe não é um dos maiores traficantes de pessoas do mundo
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Houve logo quem desconfiasse da veracidade das acusações que recaíam sobre Medhanie Tesfamariam Berhe, um agricultor da Eritreia refugiado no Sudão a tentar chegar à Europa, mas mesmo assim esteve preso dois anos. Quem as autoridades italianas e britânicas procuravam era Medhanie Yehdego Mered, mas desse ainda não há notícias

Medhanie Tesfamariam Berhe foi confundido com outro homem - um homem muito mais perigoso, muito mais influente e muito mais maldoso que ele, de seu nome Medhanie Yehdego Mered, também conhecido como “O General”, e que é dos mais procurados traficantes de seres humanos do mundo.

Esta sexta-feira, o juiz Alfredo Montalto rejeitou os recursos da acusação e ordenou a libertação imediata de Berhe. “É um caso de identidade trocada, este homem foi preso sem razão”, disse o juiz. Berhe acabou por ser acusado de ajuda à imigração ilegal porque ajudou o seu primo a chegar à Líbia para depois chegar à Europa mas, como já tinha cumprido três anos de prisão, foi libertado na mesma.

No fim da audiência, Berhe relatou o que lhe aconteceu na prisão, às mãos de umas das forças polícias mais brutais do mundo, a sudanesa Nissa. “Bateram-me quando me prenderam e bateram-me na prisão, ataram-me a uma corrente grossa e tentaram tirar-me a roupa e fazer coisas horríveis. Roubaram-me a identificação da Eritreia e a carta que tinha de um campo de refugiados na Etiópia.

Um dos oficiais sudaneses trazidos como testemunhas pela defesa, Elsadeg Elnour Adbelrahman, descreveu que lhe foram dadas ordens para prender este homem e que ele apenas executou. “Tínhamos de cumprir ordens. Quando chegámos ao sítio onde ele estava ele disse que não era Medhanie Yehdego Mered e que, aliás, era um refugiado e que um traficante lhe tinha pedido 1800 dólares para chegar à Europa.

Um outro membro das autoridades sudanesas confirmou que a lei do país permite a presença de um advogado às pessoas acusadas de um crime mas que “a polícia não pensou em oferecer a este detido essa possibilidade na altura”.

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