Reportagem: Moçambicanos agarram-se ao que podem para sobreviver às inundações
Após galgar os leitos dos rios, as águas atingiram várias aldeias durante a noite, surpreendendo moradores a dormir, que fugiram, deixando para trás tudo o que tinham recuperado nos 11 meses após aquela que foiSeguindo de barco, no meio das zonas inundadas, encontra-se Jonasse Manuel e a família, sentados na cobertura da sua casa, ainda rodeada de água, mas onde já é possível entrar.
Hoje ainda espera que o solo seque, numa altura em que pouco falta para ficar sem água potável e comida. “Toda a alimentação foi embora. Roupa, comida, pratos, todos os utensílios domésticos foram embora”, diz Manuel Jonasse, que há quase um ano escapou ao cicloneJá Ernesto Nhanombe, um morador de Macumba 1, na outra margem do rio sazonal que o separa de Muda-Mufo, conta que teve de caminhar por uma hora numa zona inundada e com água pelo peito.
Nhanombe e outras famílias que tinham sido resgatadas durante o ciclone regressaram às zonas baixas meses depois, paraNos caminhos desordenados e nos campos de arroz do bairro Magove circulam hoje canoas feitas à base de cascas de árvores, algumas das quais já tinham sido usadas em Março de 2019 no resgate de pessoas que tinham escapado às águas, subindo às árvores.
Nem mesmo a repetição do sofrimento, num ano após outro, faz Paulo José mudar de ideias e fixar residência numa área segura, em vez de zonas baixas, que ficam habitualmente inundadas.Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público.“Como sair daqui? Temos todos os bens aqui, cultivamos aqui. É um pouco difícil sairmos daqui, porque estamos acostumados”, refere.
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