Mário Matos foi guarda-redes do Estoril, chegou a travar o FC Porto na Taça da Liga, mas depois percebeu que era mais feliz a marcar golos do que a evitá-los. Mesmo que isso o levasse para escalões inferiores. Aos 34 anos é avançado do GDS Cascais.
"Conto direto" é a rubrica do Maisfutebol que dá voz a protagonistas dos escalões inferiores do futebol português. As vivências, os sonhos e as rotinas, contados na primeira pessoa.«Nasci em Seda, Alter do Chão, mas aos quatro anos fui viver para a Bélgica. Os meus pais emigraram para Bruxelas. Chegámos lá no dia do terceiro aniversário do meu irmão.
Com 12 ou 13 anos fui para o Anderlecht, mas depois voltei ao St. Gilloise e mais tarde passei pelo Mouscron antes de regressar ao Anderlecht, nos juniores. Fui internacional belga nos sub-18, e ainda fui chamado aos sub-21. Até cheguei a fazer um torneio em Portugal, em Castelo Branco. E pelo Mouscron disputei uma final contra o Boavista. Tocaram os hinos nacionais e eu cantei mais o português do que o belga. Sempre me senti mais português do que belga.
O treinador era o Professor Neca. Estive dois dias à experiência e depois deram-me um contrato de três anos. O Estoril tinha o Paulo Santos, o Filipe Leão, o Limones e o Vagner como guarda-redes. Depois houve uma reestruturação e chegou o Vinícius Eutrópio para treinador, através da Traffic. Foi contratado outro guarda-redes brasileiro, o Cléber, e fiquei também eu e o Vagner, com quem me dou muito bem desde então.
Houve duas coisas que ficaram atravessadas. Não joguei na II Liga no ano em que fomos campeões. Não entrei no último jogo, frente ao Arouca. Tivemos uma expulsão na primeira parte, mas eu acho que tinha dado para entrar na mesma, só que o Marco não entendeu assim. E depois não cheguei a jogar na Liga. Hoje em dia não fico triste com isto, mas gostava que tivesse sido diferente.
Em 2013 saí do Estoril. Já não me apetecia ficar, queria jogar. Queriam emprestar-me ao Santa Clara, e eu tinha o interesse do Feirense, mas ao rescindir acabei por seguir para o União da Madeira. Assinei com a expectativa de jogar com regularidade, mas tal não sucedeu. Assinei em setembro e saí em janeiro.
Tenho mais prazer como avançado do distrital do que guarda-redes profissional. Vejo muitos guarda-redes assim, quando leio entrevistas, como recentemente vi do Sczeszeny. Há um avançado dentro de quase todos os guarda-redes. Há muitos guarda-redes que acabam nessa posição porque, quando eram miúdos, tinham um pouco menos de talento. Alguns vão lá parar por paixão, claro, mas não são muitos.
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