Os Bombeiros Unidos Sem Fronteiras (BUSF) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de Angola foram declarados ilegais pelas autoridades angolanas, com quem chegaram a participar em ações conjuntas, estando alguns dos elementos detidos, segundo fonte oficial.
Tudo começou em 2022 quando a organização, "de caráter altruísta, assistencial, filantrópico e educativo", afiliada ao movimento BUSF, originário do Brasil, foi criada em Angola, segundo um diploma consultado pela Lusa e que, para os seus membros, é um dos comprovativos da sua legalidade.
A organização declara-se ainda "apolítica" e respeitadora de qualquer credo religioso ou ideologia política e refere que os seus membros "não procurarão status nas suas ações ou obter lucros financeiros ou profissionais das atividades de respostas emergenciais". "O Ministério do Interior informa que o referido grupo é ilegal, sem qualquer vínculo com este órgão e seus dirigentes, pelo que repudia, veementemente, as ações desenvolvidas pelo mesmo e aconselha os cidadãos a absterem-se de tais práticas, bem como apela à colaboração com as autoridades na denúncia de atos desta natureza" lê-se no comunicado assinado pelo porta-voz do ministério, Vasco da Gama.
Afirmou ainda que o autointitulado comandante Flávio é bombeiro dos serviços de proteção civil angolano e pertence aos quadros do ministério, alegando que tudo foi feito com conhecimento dos seus superiores hierárquicos e que a legislação angolana permite que os bombeiros sejam também dirigentes associativos.
O mesmo responsável adiantou que os funcionários que foram levados estão em cárcere privado e que os advogados ainda não os conseguiram contactar. Quanto a Flávio Canhongo, estará "em parte incerta" por temer represálias, segundo os membros do BUSF contactados pela Lusa. "Nós não somos bandidos, não usamos fardas da polícia, não usamos nenhum meio do Estado angolano, os meios que nós usamos são nossos", afirma ainda o líder da BUSF Angola.
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