Os partidos políticos convergiram quanto ao diagnóstico de que a situação na TAP é preocupante, mas divergiram no apontar de responsabilidades e na escolha do caminho a seguir: BE e PCP defenderam no Parlamento o controlo público da empresa, PS e PSD trocaram acusações. CDS quer testar quem entra em Portugal.
O BE, que apresentou um projeto de lei pela nacionalização da TAP, entende que"se o Estado paga, tem de mandar". A deputada Isabel Pires lembrou que, ao mesmo tempo em que ocorrem"milhares de despedimentos" na transportadora e na Groundforce,"saem anúncios de trabalho temporário para os mesmos serviços".
Na opinião do deputado comunista, PSD e CDS permitiram que os portugueses fossem"roubados" em 2015, mas o PS já podia ter revertido a privatização e não o fez. Cristóvão Norte referiu ainda que foi o facto de o ministro Pedro Nuno Santos ter andado a"denegrir" a TAP que fez com que Bruxelas impusesse condições duras de recuperação à empresa.
"Só estamos a fazer este debate porque o PS reverteu a privatização da TAP", vincou Carlos Pereira. O parlamentar admitiu que essa operação"custou algum dinheiro", mas apenas por ter ocorrido"em cima de uma má privatização feita por PSD e CDS". Hoje, mesmo à Direita,"é consensual" que a TAP"tem de ser pública", considerou.
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